Criativos do Clube de Criação oferecem quatro workshops na Semana ARP com lotação esgotada
Design Sprint, Métodos Ágeis, Jornada do Herói e Como Sabotar Sua Agência foram os temas, na edição 2017 do evento
DESIGN SPRINT
Dreyson Queiroz e Felipe Guedes da Luz, da Clash Design, um coletivo de criação, explicaram que Design Sprint é um caminho para resolver problemas, testar novas ideias, criar ou melhorar produtos, gerenciar pessoas, desenvolver negócios, criar conexões e “fazer mais coisas em pouco tempo”, brincou Dreyson. Na parte da criação, o processo, ao ser adotado, passa por cinco etapas: entender a necessidade do cliente, divergir durante um amplo debate em busca de soluções, definir que caminho será seguido, criar um protótipo da solução encontrada e, por fim, testá-lo. Durante o encontro, os participantes foram desafiados a usar o método para criar um sanduíche. Apresentado como uma “metodologia colaborativa”, o Design Sprint possibilita reduzir o processo de criação de projetos para o tempo de uma semana, sem causar
perdas para a criatividade, disse Felipe.
MÉTODOS ÁGEIS
O professor da UniRitter Daniel Wildt apresentou um breve panorama sobre métodos ágeis de criação e
como aplicá-los aos processos de comunicação. Daniel falou mais detalhadamente sobre a metodologia Scrum.
O sistema impõe ao usuário a missão de listar tarefas a serem executadas e colocá-las em ordem de prioridade,
além de definir seus responsáveis. “Muitas vezes a gente não executa tudo que planeja porque percebe que não é tão importante assim”, comentou. Daniel disse que a adoção de métodos ágeis não depende de proximidade física (ou seja, os envolvidos podem trabalhar em locais diferentes), mas a disponibilidade de tempo dos envolvidos é fundamental. “Ao trabalhar assim (com métodos ágeis), eu deixo clara ao cliente a minha capacidade de demanda e faço com que ele saiba que estou dando o máximo que posso”, explicou.
COMO SABOTAR SUA AGÊNCIA
Beto Schmidt, representante do Clube de Criação, conduziu o mais bem-humorado workshop, com intensa participação do público. Beto apresentou o Manual de Sabotagem Simples de Campo da CIA (a agência de inteligência dos Estados Unidos), preparado depois do final da Segunda Guerra, em 1945, com instruções para sabotar os países comunistas, liderados pela então União Soviética. O criador relacionou ideias de sabotagem recomendadas pelos americanos que, segundo ele, ainda hoje vivem ativamente em algumas agências.
Na parte dos processos, estão atrasar as comunicações ao máximo, informar contatos errados, evitar falar diretamente com as partes, usar imagens inadequadas ou áudios ruins, multiplicar o número de arquivos com informações, chamar para reuniões o maior número possível de pessoas com poder de decisão e aumentar a carga de trabalho burocrático, entre outras práticas. A cada item que surgia na apresentação, muitos risos na plateia.
Na área do comportamento estão as pessoas que gostam de reabrir questões já tratadas e resolvidas, sugerem cautela antes de cada decisão urgente e ainda ficam aborrecidas com qualquer decisão tomada. “Isso cria ruído, cria confusão, cria verdadeiros agentes do caos. De bobagem em bobagem, esculhamba o bagulho! Então, não façam isso, ok?” recomendou Beto.
JORNADA DO HERÓI,
CONSELHO JEDI DO RS
O evento final do dia de workshops da Semana ARP 2017 foi conduzido por Bobba Fett (o caçador de recompensas que surgiu no filme O Império Contra-Ataca e morreu no filme seguinte, O Retorno de Jedi, da saga Star Wars). Vestido igual ao personagem verde, o professor Sandro Inácio explicou no palco os estágios comuns nos caminhos percorridos por heróis em diversas histórias para ilustrar como as storytellings devem
ser apresentadas ao público. Sandro faz parte do Conselho de Jedi – RS, um grupo de fãs dos filmes da Star Wars que desde 2002 se reúne (muitos usando figurinos e maquiagens iguais aos personagens) para discutir os assuntos relacionados à história. Ao lado do presidente do Conselho, Fabiano Bonfiglio, Sandro fez uma contextualização da saga, comentando até mesmo os efeitos de explosões nos filmes de George Lucas. Também identificou elementos que se repetem em diferentes culturas, comprovando o conceito da Jornada do Herói, desenvolvido por Joseph Campbell (o conceito defende que todo herói, em qualquer cultura e tempo, passa por 12 etapas para concluir sua missão). Tomando como exemplo o herói, Sandro disse que os personagens de Luke Skywalker e o índio Sepé Tiaraju traçam o mesmo caminho, a mesma jornada. “O herói é representativo no medo. A gente se vê no herói porque ele apresenta falhas e reúne uma grande diversidade de relacionamentos. Se você for de esquerda, se for de direita, se a favor do militarismo,
você encontra identificação”, disse.







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